| TRANSTORNOS
DE ANSIEDADE
INTRODUÇÃO
Os tempos atuais são
definidos por alguns autores como a Idade
da Ansiedade, devido à relação
desse estado psíquico com o ritmo
de vida nos dias de hoje nas sociedades
industriais, já que ao ser humano
exige-se um comportamento mais competitivo
e consumista. Estes autores afirmam que
a simples existência do homem no mundo
atual é um fator preditivo para o
surgimento da ansiedade, estando todos os
seres humanos suscetíveis a ela.
6
A ansiedade é vista
como um sentimento útil para a preservação
da vida. Ela é tida como um sinal
de alerta, que possibilita ao indivíduo
uma maior atenção sobre um
perigo iminente, para assim poder traçar
estratégias adequadas para sua defesa.
Sendo assim, a ansiedade é um sentimento
associado ao desenvolvimento normal, estando
sempre presente nos processos de mudanças
e nas novas experiências de vida.
5
Para definir se o estado
ansioso é normal ou patológico,
deve-se avaliar a intensidade e freqüência
com que ocorre, duração, e
a interferência com o desempenho social
e profissional do indivíduo. 3,
5 Dessa forma, a ansiedade patológica
se diferencia da ansiedade normal pois paralisa
o indivíduo, trazendo-lhe prejuízos
e não permitindo uma preparação
para lidar com situações ameaçadoras.
5
Assim, observa-se que a
ansiedade sempre esteve presente em toda
a existência humana, porém
somente nos últimos anos vem tomando
maior significância para os pesquisadores,
que visam a investigação dos
efeitos desse estado sobre o organismo e
o psiquismo humanos. 6
O
QUE SÃO OS TRANSTORNOS DE ANSIEDADE?
Os Transtornos de Ansiedade
são as enfermidades mentais que ocorrem
com maior freqüência na população
geral. 10, 12Os Transtornos de
Ansiedade compreendem os quadros em que
há a presença de uma ansiedade
acentuada, que desempenha papel fundamental
nos processos comportamentais e psíquicos
do indivíduo, causando-lhe prejuízos
em seu desempenho profissional ou acadêmico
e nas relações sociais. 3,
10, 11
QUAIS
SÃO AS CAUSAS?
A etiologia da ansiedade
é multifatorial, envolvendo aspectos
psicossociais e biológicos. 5,
13
Fatores
Psicossociais
Muitas são as situações
cotidianas que envolvem perigo ou ameaça.
Nessas situações, um estado
de alerta é essencial para a auto-defesa
do indivíduo. No entanto, pessoas
que apresentam um estado ansioso, tendem
a superestimar a situação
de perigo. A forma com que as situações
são interpretadas pelo indivíduo
tem um valor potencial para o surgimento
ou não de algum quadro de Transtorno
de Ansiedade. 13
Fatores
Biológicos
Vários neurotransmissores
exercem papel fundamental no controle da
ansiedade, porém a serotonina e o
ácido gama-aminobutírico (GABA)
são considerados os mais importantes.
A serotonina e o GABA são neurotransmissores
inibitórios, que controlam a resposta
de estresse. Assim, ocorre uma alteração
desses neurotransmissores no Sistema Nervoso,
o que implica em um estado de ansiedade.
4, 13
TIPOS
DE TRANSTORNOS DE ANSIEDADE
Os Transtornos de Ansiedade
incluem quadros como:
- TRANSTORNO
DE PÂNICO
- FOBIA
ESPECÍFICA
- FOBIA
SOCIAL
- TRANSTORNO
OBSESSIVO-COMPULSIVO
(TOC)
- TRANSTORNO
DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO
- TRANSTORNO
DE ANSIEDADE GENERALIZADA
1.
TRANSTORNO DE PÂNICO
Os critérios estabelecidos
para o diagnóstico de Transtorno
de Pânico, segundo a American Psychiatric
Association (DSM-IV) são os seguintes:
Ataques de Pânico
recorrentes e inesperados
A principal característica
de um Ataque de Pânico é a
intensa sensação de medo e
desconforto seguida por pelo menos quatro
dos seguintes sintomas somáticos
ou cognitivos, os quais iniciam abruptamente
e atingem um pico em cerca de 10 minutos:
- palpitações ou taquicardia;
- sudorese;
- tremores ou abalos;
- sensação de falta de ar
ou sufocamento;
- sensação de asfixia;
- dor ou desconforto torácico;
- náuseas ou desconforto abdominal;
- tontura, vertigem ou sensação
de desmaio;
- desrealização ou despersonalização;
- medo de perder o controle ou de enlouquecer;
- medo de morrer;
- parestesias (anestesia ou sensações
de formigamento);
- calafrios ou ondas de calor.
Pelo menos um dos ataques
de pânico deve ter ocorrido por um
período mínimo de um mês
e vir acompanhado por uma intensa preocupação
sobre a possibilidade de ter outros ataques,
preocupação em relação
às suas conseqüências
(por exemplo perder o controle, enlouquecer
ou ter um ataque cardíaco), ou mudanças
de comportamento significativa relacionada
aos ataques de pânico.
Presença (Transtorno
de Pânico com Agorafobia) ou Ausência
(Transtorno de Pânico sem Agorafobia)
de Agorafobia
A Agorafobia se caracteriza
por uma ansiedade em relação
a estar em locais ou situações
de onde a fuga ou o auxílio possam
não estar disponíveis, na
possibilidade da ocorrência de um
Ataque de Pânico. No geral, a Agorafobia
surge em situações como estar
fora de casa desacompanhado, estar em meio
a uma multidão, permanecer em fila,
viagens, ou encontrar-se sobre uma ponte.
Assim, várias situações
são evitadas pelo indivíduos
pelo receio de vir a ter novos ataques de
pânico. Quando essas situações
são enfrentadas, há um aumento
do sofrimento e da ansiedade.
Os Ataques de Pânico
não são conseqüentes
de dos efeitos fisiológicos causados
por uma substância (drogas, ou medicamentos),
nem de uma condição médica
geral (por ex., hipertiroidismo)
Os Ataques de Pânico
não são melhor explicados
por outros transtornos mentais
A ansiedade acentuada vivenciada
em um Ataque de Pânico não
é causada pela exposição
aos estímulos ansiógenos decorrentes
de outro transtorno mental, como por exemplo
a Fobia social, Fobia Específica,
Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno
de Estresse Pós-Traumático
ou Transtorno de Ansiedade de Separação.
2.
FOBIA ESPECÍFICA
O diagnóstico de
Fobia Específica deve ser estabelecido
através dos seguintes critérios,
propostos pelo DSM-IV:
Medo excessivo e persistente
de objetos e situações específicas
Há um temor acentuado
e irracional acerca da presença ou
antecipação de objetos ou
situações específicas
como voar, animais, tomar injeção,
ver sangue, etc.
A exposição
ao estímulo fóbico causa uma
resposta de ansiedade excessiva
Quando o indivíduo
se vê diante de uma situação
ou objeto que lhe causa fobia, uma resposta
de ansiedade acentuada é vivenciada
imediatamente, na maioria dos casos. Esta
resposta pode ter as características
de um Ataque de Pânico.
O indivíduo reconhece
que o medo é excessivo ou irracional
Embora os adolescentes
e adultos que sofrem de Fobia Específica
percebam seus medos como irracionais, em
crianças essa característica
pode estar ausente.
O objeto ou a situação
fóbica são evitados ou suportados
com intensa ansiedade ou sofrimento
Embora evite a maioria
das situações fóbicas
que desencadeiam a ansiedade, esses estímulos
quando enfrentados, causam intenso sofrimento
para o indivíduo. Devido a esquiva,
a antecipação ansiosa ou o
sofrimento na situação fóbica,
a rotina do indivíduo é prejudicada
significativamente, causando assim disfunções
nas áreas ocupacional, social ou
de lazer.
Em pessoas com menos
de 18 anos de idade, os sintomas devem ter
persistido por pelo menos seis meses antes
do diagnóstico de Fobia Específica
A ansiedade, os Ataques
de Pânico ou a esquiva fóbica
não são melhor explicados
por outros transtornos mentais
A ansiedade acentuada,
os sintomas de um Ataque de Pânico
ou a esquiva de situações
fóbicas não são melhor
explicados pela exposição
aos estímulos ansiógenos decorrentes
de outro transtorno mental, como por exemplo
a Fobia Social, Transtorno Obsessivo-Compulsivo,
Transtorno de Estresse Pós-Traumático
ou Transtorno de Ansiedade de Separação.
3.
FOBIA SOCIAL
A Fobia Social é
diagnosticada segundo os critérios
do DSM-IV descritos abaixo:
Medo excessivo e persistente
de situações sociais ou de
desempenho
Esta característica
essencial da Fobia Social compreende um
medo acentuado de situações
sociais ou de avaliação, ou
quando o indivíduo é exposto
a pessoas estranhas. Há um intenso
temor em agir de maneira humilhante ou embaraçosa,
bem como o medo em demonstrar sintomas de
ansiedade. Para se estabelecer o diagnóstico
em crianças, esse critério
deve ocorrer em contextos que envolvem o
mesmo grupo etário (por ex., sala
de aula), e não apenas na relação
com adultos.
A exposição
à situação social fóbica
provoca ansiedade
Na maioria dos casos, uma
resposta de ansiedade ocorre imediatamente
após a exposição ao
estímulo fóbico. Dessa forma,
esta resposta de ansiedade pode tomar a
forma de um Ataque de Pânico. É
importante ressaltar que em crianças,
esta ansiedade pode ser expressada por comportamentos
como choro, raiva, imobilidade ou afastamento
de situações sociais que envolvam
pessoas desconhecidas.
O indivíduo reconhece
que o medo é excessivo ou irracional
Embora os adolescentes
e adultos que sofrem de Fobia Social percebam
seus medos como irracionais, em crianças
essa característica pode estar ausente.
As situações
sociais fóbicas são evitadas
ou suportadas com intensa ansiedade ou sofrimento
Embora evite a maioria
das situações sociais ou desempenham
que desencadeiam a ansiedade, esses estímulos
quando enfrentados, causam intenso sofrimento
para o indivíduo. Devido a esquiva,
a antecipação ansiosa ou o
sofrimento na situação social
ou de desempenho, a realização
de atividades cotidianas do indivíduo
é prejudicada significativamente,
causando assim disfunções
nas áreas ocupacional, social ou
de lazer.
Em pessoas com menos
de 18 anos de idade, os sintomas devem ter
persistido por pelo menos seis meses antes
do diagnóstico de Fobia Social
A ansiedade, o temor
ou a esquiva fóbica não são
melhor explicados por outros transtornos
mentais, ou pelos efeitos fisiológicos
diretos de uma substância
A ansiedade acentuada,
os sintomas de um Ataque de Pânico
ou a esquiva de situações
sociais ou de avaliação do
desempenho não são melhor
explicados pela exposição
aos estímulos ansiógenos decorrentes
de outro transtorno mental, como por exemplo
o Transtorno de Pânico, Transtorno
Dismórfico Corporal, Transtorno Invasivo
do Desenvolvimento , Transtorno da Personalidade
Esquizóide, ou Transtorno de Ansiedade
de Separação. Os mesmos sintomas
também não podem ser decorrentes
dos efeitos fisiológicos do consumo
de certas substâncias (medicamentos,
drogas).
4.
TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
Os critérios diagnósticos
para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo,
de acordo com o DSM-IV são os seguintes:
Presença de obsessões
ou compulsões
As obsessões são
caracterizadas por pensamentos, impulsos
ou imagens recorrentes e persistentes que
são experimentados pelo indivíduo
como intrusivos e inadequados, causando
uma intensa ansiedade ou sofrimento. As
obsessões não incluem as preocupações
com problemas reais da vida do indivíduo,
que as reconhece como produto de sua própria
mente.
As compulsões são
definidas por comportamentos repetitivos
(por ex. lavar as mãos, rituais de
verificação ou de organização)
ou por atos mentais (por ex., orar, contar
ou repetir palavras mentalmente), que o
indivíduo se sente obrigado a realizar
em resposta a uma obsessão. Por exemplo,
se a pessoa tem uma obsessão referente
a contaminação, se vê
obrigada a lavar as mãos repetidas
vezes. Assim, as compulsões têm
o objetivo de prevenir ou reduzir o sofrimento,
ou mesmo evitar uma situação
temida.
Tanto as obsessões
como a compulsões são reconhecidas
como excessivas ou irracionais em algum
momento do curso do Transtorno, sendo que
em crianças esse critério
não é aplicado.
As obsessões
e as compulsões consomem tempo e
causam sofrimento significativo
Os rituais obsessivo-compulsivos
são severos a ponto do indivíduo
gastar mais de uma hora por dia em suas
realizações. Isso pode interferir
significativamente no cotidiano do indivíduo,
causando prejuízos em suas tarefas
ocupacionais, nas relações
sociais ou familiares.
O conteúdo das
obsessões ou compulsões não
está relacionado com outros transtornos
mentais
Esse critério se
deve por exemplo, à preocupação
com alimentos na presença de um quadro
de Transtorno Alimentar, ou com a aparência
no caso de Transtorno Dismórfico
Corporal, entre outros.
Os sintomas obsessivo-compulsivos
não são derivados dos efeitos
fisiológicos de uma substância
ou de uma condição médica
geral.
5.
TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO
O Transtorno de Estresse
Pós-Traumático é diagnosticado
segundo os critérios do DSM-IV descritos
abaixo:
Exposição
a um evento traumático
A exposição
a um estressor traumático refere-se
a experiência, testemunha ou ameaça
de eventos que envolveram morte ou grave
ferimento, ou qualquer outra ameaça
a integridade física própria,
de familiares ou de pessoas próximas
ao indivíduo. Quando exposto ao evento
traumático, a pessoa desenvolveu
intenso medo, impotência ou horror,
embora em crianças essa resposta
se caracteriza por comportamento agitado
ou desorganizado.
O evento traumático
é constantemente revivido pelo indivíduo
A revivência do evento
traumático se dá por recorrentes
recordações aflitivas do evento,
sob a forma de pensamento, imagens ou sonhos.
Pode também haver a sensação
de que o evento traumático esteja
ocorrendo novamente, e a pessoa se comporta
como se o vivenciasse naquele instante.
Um sofrimento psicológico intenso
acompanhado de reações fisiológicas
(taquicardia, sudorese, hiperventilação,
etc.) é experimentado pelo indivíduo
quando ocorre uma exposição
a componentes que simbolizam ou lembram
aspectos do evento traumático. Uma
"anestesia emocional" pode ser
vista logo após o trauma, caracterizada
pela diminuição do interesse
de situações e atividades
anteriormente satisfatórias, pelo
afastamento e retraimento social, ou pela
redução da capacidade de sentir
e expressar emoções, principalmente
aquelas relacionadas com intimidade e sexualidade.
É possível que um sentimento
de futuro abreviado e de impossibilidade
de fazer planos para a vida profissional
e pessoal esteja presente no curso do Transtorno.
Esquiva de estímulos
relacionados ao evento traumático
A fim de evitar a revivência
do trauma, o indivíduo apresenta
uma esquiva persistente a fatos que possam
trazer a tona a lembrança do evento,
como pensamentos, sentimentos, conversas
sobre o tema, ou atividades, locais e pessoas
que tragam recordações do
trauma.
Sintomas físicos
que não estavam presentes antes da
ocorrência do trauma
Sintomas persistentes de
ansiedade ou de maior excitação
estão presentes, e incluem dificuldade
em conciliar ou manter o sono, irritabilidade
ou ataques de raiva, dificuldade de concentração,
hipervigilância, e uma acentuada resposta
de sobressalto.
A duração
dos sintomas deve ser de pelo menos um mês
após o evento traumático.
Os sintomas devem causar
sofrimento e prejuízo significativos
no funcionamento social ou ocupacional do
indivíduo.
6.
TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA
O Transtorno de Ansiedade
Generalizada é diagnosticado segundo
os critérios do DSM-IV descritos
no quadro abaixo:
Ansiedade e preocupação
excessivas
Uma alta variedade de preocupações
excessivas e pressentimentos estão
presentes na maior parte do dia, no decorrer
de pelo menos seis meses, como por exemplo
o medo de que doenças e acidentes
possam ocorrer consigo ou com pessoas próximas,
ou o receio de uma avaliação
negativa por parte de outras pessoas devido
à um possível baixo desempenho
na realização de atividades.
O indivíduo tem
intensa dificuldade em controlar a preocupação
Esses pensamentos podem
ter embasamento em várias questões,
porém todas são julgadas pelo
indivíduo como sendo de difícil
controle.
Presença de físicos
relacionados a ansiedade
Uma série de sintomas
físicos podem estar associados à
ansiedade, identificados por tensão
muscular, inquietação, fadiga,
falta de ar, taquicardia, sudorese, tontura,
boca, seca, micção freqüente,
diarréia, dificuldade para dormir,
problemas de concentração,
irritabilidade e cefaléias.
O foco da ansiedade
não se deve aos sintomas de outro
transtorno mental, nem a efeitos fisiológicos
diretos de uma substância
A ansiedade e a preocupação
acentuadas ou sintomas físicos causam
sofrimento e prejuízos significativos
no funcionamento social, ocupacional e em
atividades de lazer do indivíduo.
TRATAMENTO
O tratamento dos Transtornos
de Ansiedade engloba a intervenção
medicamentosa e a psicoterapia. Um profissional
de saúde mental (psicólogo
ou psiquiatra) deverá fazer uma avaliação
diagnóstica precisa para definir
o tipo de tratamento mais adequado para
o paciente. 11, 13
Tratamento farmacológico
Há diversos tipos
de medicamentos que podem ser utilizados
para o tratamento da ansiedade, entre eles,
os benzodiazepínicos e os antidepressivos,
Portanto, é necessária uma
avaliação do médico
psiquiatra para determinar qual medicamento
deve ser prescrito para o paciente. 11
Os benzodiazepínicos
são medicamentos que agem no sistema
GABA, apresentando efeitos anti-ansiedade
e sedativos, e que trazem alívio
dos sintomas em um curto período
de tempo. Porém eles têm o
potencial para desencadear dependência,
sendo assim, recomendada a sua utilização
por períodos pré-determinados.
Já os antidepressivos têm comprovada
eficácia também no tratamento
da ansiedade, embora os efeitos comecem
a surgir em algumas semanas após
o início de sua utilização.
11, 13
Tratamento psicoterápico
Da mesma forma que o tratamento
farmacológico, o tratamento psicoterápico
pode ser realizado sob diversas abordagens
(Psicodinâmica, Cognitivo-Comportamental,
etc.) especificamente por um psicólogo.
Porém, todas as modalidades de psicoterapia
enfatizam a restauração da
saúde mental do indivíduo,
através da elucidação
dos desencadeadores psicológicos
de ansiedade, e da elaboração
de estratégias para um melhor manejo
dos estados ansiosos. A partir do momento
em que o indivíduo identifica as
causas de sua ansiedade e reconhece a superestimação
dada aos estímulos ansiógenos,
as chances de reincidência apresentam-se
diminuídas.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
1AMERICAN PSYCHIATRIC
ASSOCIATION. Manual diagnóstico
e estatístico de transtornos mentais
- 4º edição. Porto Alegre:
Artes Médicas, 1994. 845 p.
2 ORGANIZAÇÃO
MUNDIAL DE SAÚDE. Classificação
de transtornos mentais e de comportamento
da CID-10: descrições
clínicas e diretrizes diagnósticas.
Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
351 p.
3 GENTIL, V.;
LOTUFO-NETO, F.; BERNICK, M. A. Pânico,
fobias e obsessões: A experiência
do Projeto AMBAN. São Paulo:
EDUSP, 1997, 208 p.
4 GRAEFF, F.
G.; BRANDÃO, M. L. Neurobiologia
das doenças mentais. São
Paulo: Lemos Editorial, 1997, 188 p.
5 http://www.geocities.com/HotSprings?Villa/3502/transtornosdeansiedade.html
6 http://www.psiqweb.med.br/ansitext.html
10 http:
www.psych.org/public_info/anxiety.cfm
11 http://nimh.nih.gov/anxiety/anxiety.cfm
12 http://www.surgeongeneral.gov/library/mentalhalth/chapter4/sec2.html
13 http://www.surgeongeneral.gov/library/mentalhalth/chapter4/sec2_1.html
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