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Infância
Do
nascimento até 1 ano e meio
(18 meses)
Desenvolvimento
físico
Esta é
uma fase de rápido
crescimento e desenvolvimento:
o bebê muda mês
a mês!!
A criança,
através da maturação
do Sistema Nervoso Central
e do Sistema motor, vai progredindo
e começa a coordenar
os reflexos que traz ao nascer
(sugar, pegar e olhar para)
em ações mais
complexas: coordena a sucção
com a visão (olha para
o que suga), depois o olhar
e o pegar (olha e pega), desenvolve
em seguida o movimento de
pegar, começa a descobrir
objetos, senta sem suporte,
fica de pé e finalmente
anda sem ajuda.
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O
bebê mês a mês
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1º
mês: |
o
bebê dorme a maior parte
do tempo, apresenta uma série
de reflexos como o agarrar e
o sugar. |
2º
mês: |
diferencia
sons e orienta-se para os humanos,
acompanha visualmente o deslocamento
de um objeto, sorri em resposta
a outro sorriso, demonstra conhecer
o rosto da mãe. |
3º
mês: |
segura
com firmeza um objeto, enxerga
em cores, reage a barulhos parando
de mamar. |
4º
mês: |
levanta
a cabeça e a mantém
equilibrada, chora quando deixado
sozinho, ouve a voz da mãe
e vira a cabeça procurando
por ela. |
5º
mês: |
olha
própria imagem no espelho
e se alegra com isso, lambe,
morde e chupa tudo o que estiver
em seu alcance |
6º
mês: |
estica
os braços para ganhar
colo, segura objetos com as
duas mãos, come a primeira
papinha. |
7
º mês: |
senta
de modo firme, começa
a entender o "não",
interessa-se por figuras em
livros, aparecem os primeiros
dentes. |
8º
mês: |
está
pronto para engatinhar, olha
para quem o chama pelo nome.
|
9º
mês: |
os
dedos funcionam como pinça
para pegar objetos pequenos,
bate palmas e dá tchau. |
10
º mês: |
aponta
com o dedo indicador. |
11
º mês: |
tenta
ficar de pé encostando-se
às paredes e apoiado
em móveis. |
1
ano: |
começa
a andar com ajuda. |
15
meses: |
anda
bem sozinho, sobe escadas engatinhando,
usa o copo para beber líquidos
e pode usar a colher. |
1
ano e meio: |
corre
desajeitadamente. |

Desenvolvimento
da linguagem
Ao nascer
o bebê possui vocalizações
diferentes do choro para "fome",
"dor". É
chorando que o bebê
se comunica, especialmente
com a mãe. E é
incrível como ela consegue
entender cada tipo de choro...
Aos 3 meses faz ruídos
com a garganta e estala o
céu da boca.
Balbucia (repete uma série
de sons: "ma-ma",
"da-da") aos 6 meses
e reserva cada som para um
objeto específico. Brinca
com as suas próprias
vocalizações.
E os adultos, imitando-os,
também brincam!
Reconhece o "não" e
seu próprio nome aos
7 e 8 meses.
A média de idade para
a 1ª palavra é 11 meses.
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Desenvolvimento
cognitivo
Piaget denomina
esta fase como Período
sensório-motor. Por
que? Porque o bebê conhece
o mudo e desenvolve a inteligência
através dos sentidos
e das ações.
Ele caminha das atividades
reflexas inatas (respostas
que traz prontas ao nascer
para reagir ao ambiente: sugar,
agarrar, acompanhar visualmente)
para atividades desenvolvidas
para um fim e relacionadas
ao ambiente. Por exemplo:
olha, agarra e depois põe
na boca o que quer.
O domínio do ambiente
pelo bebê ocorre através
do chamado processo de Assimilação
(incorporando novos estímulos
ambientais: p.ex., agarrar
novos objetos) e pelo processo
da Acomodação
(modificação
do comportamento para a adaptação
a novos estímulos:
p. ex., esticar o braço
para agarrar um objeto distante).
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Desenvolvimento
afetivo e social
Vinculo
mãe-bebê
O vínculo
mãe-bebê (relação
de apego) é extremamente importante
neste início da vida!
A criança aprende através
dele se o mundo é um lugar
bom e agradável para viver
ou uma fonte de dor, frustração
e incerteza.
A criança "sinaliza"
ao ambiente como ela está,
através de alguns comportamentos
como o choro, o sorriso, a vocalização,
o olhar, cada um deles indicando coisas
diferentes: há alguns "sinais"
que buscam a aproximação
da mãe e outros que pretendem
mantê-la presente, interagindo.
É possível distinguir,
como já dissemos, choros de
"manha", "mágoa"
e "dor", assim como há
sorrisos "fechados", "sociais"
e "largos".
Quando a mãe responde aos "sinais"
que a criança emite (chamamos
a isso de interação
"sintônica") uma relação
afetiva se desenvolve e tanto a criança,
como a própria mãe,
desenvolvem um sentimento de segurança:
o bebê frente ao ambiente e
a mãe frente ao seu papel materno.
Auto-imagem
e autoconceito
Em relação
à auto-imagem e autoconceito,
o bebê, inicialmente, não
experimenta a si mesmo como separado
dos outros, especialmente da mãe:
ele e a mãe são vivenciados
como sendo uma coisa só!
Com o tempo a criança começa
o processo de separação,
ainda que a mãe seja vista
como uma extensão de si, seja
provendo cuidados ou o frustrando.
Ansiedades
normais do bebê
Por volta dos 6 meses
o bebê sorri mais para a mãe,
dá os braços para ela,
vocaliza mais em sua presença,
deixando nítida a aquisição
de uma ligação de apego
e apresentando então ansiedade
de separação ao seu
afastamento.
Em torno dos 8 meses surge a ansiedade
frente a estranhos, indicando claramente
que o bebê já discrimina
o familiar do não familiar.
Qual
é a tarefa do ambiente junto
à criança de zero a
1ano e meio?
A tarefa do ambiente
nesse período é a de
prover condições para
que o bebê desenvolva um sentido
de segurança e confiança
em relação ao mundo
através do afeto da mãe
ou substituto e da adequada satisfação
de suas necessidades.
Mas, mais importante que a quantidade
é a qualidade e a contingência
da estimulação que o
ambiente provê ao bebê:
a criança se apega a quem em
com ela uma interação
melhor (em qualidade e no momento
da necessidade) e não quem
fica com ela a maior parte do tempo!
O
brincar:
A criança
geralmente se diverte jogando objetos
e pegando-os, e gosta muito de brincar
com a mãe de "achou!"
(nas mais diferentes culturas, diga-se
de passagem).
Brinca de sacudir chocalhos (4 meses),
empilhar cubos (13 meses) e com 1
ano e meio folheia livros.
Raio
de relações significantes:
a mãe ou substituto

Modelos
teóricos de desenvolvimento
Erikson
Confiança versus Desconfiança
no ambiente (0-1 ano)
Segundo
Erikson, a qualidade e o nível
da consistência do cuidado
recebido pela criança
permitem que ela sinta confiança
(ou desconfiança) no
ambiente e uma primeira apreciação
de que as pessoas responderão
às suas necessidades
e expectativas.
Os sinais comportamentais
de que a criança está
adquirindo essa confiança
aparece na facilidade com
que ela se alimenta, na profundidade
do seu sono, na tranqüilidade
da alimentação,
na facilidade do seu sorriso
e no deixar a mãe se
afastar sem mostrar uma ansiedade
intensa ou uma raiva muito acentuada.
Ela deixa a mãe ir embora
/sair de perto porque o seu
retorno é confiável
e seguro. Nesse sentido, a colocação
de uma rotina frente às
primeiras experiências
da criança é fundamental
no processo de desenvolvimento
da segurança. |
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Freud
Fase oral
Neste
período do desenvolvimento
o bebê é puro "Id"
(impulsos) e pede ao ambiente
uma gratificação
imediata de suas necessidades
- princípio do prazer
("quero agora!").
Essa gratificação
é primariamente oral,
através de modos incorporadores
(sugar, alimentar-se).
Com o tempo, os limites colocados
pelo ambiente entram em confronto
com essas necessidades e surge
então um "Ego"
rudimentar - princípio
da realidade ("eu agüento
esperar"): a criança
aprende aos poucos a esperar
e a adiar a satisfação
imediata de suas necessidades. |
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De
18 meses a 3 anos
Desenvolvimento
físico
Este é
o momento da aquisição
dos "dentes de leite".
Ocorre também o refinamento
das manobras de pegar e soltar
(apreensão fina dos dedos).
Nesse sentido, e acompanhando
essas conquistas, a maioria
das crianças começa
a alimentar-se sozinhas, colocar
e tirar algumas peças
de roupas. Que bagunça
para a mamãe!!
Do ponto de vista físico
é também o importante
momento da aquisição
do controle da bexiga e o intestino:
das fraldas para o penico! |
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Desenvolvimento
da linguagem
A
criança se personaliza
e começa a usar o "eu",
mostrando assim a fundamental
aquisição da
diferenciação
"eu" e "não
eu".
Utiliza já frases de
duas palavras: "roupa
mamãe" (2 anos)
para pedir o que deseja.
Mas, como a fala não
é ainda capaz de dar
à criança condições
de expressar tudo, a frustração
dá lugar à raiva
e a raiva gera a birra. É
importante que as pessoas
ao redor compreendam o porquê
desta irritação.
Surge o plural e começa
a fase dos "porquês".
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Desenvolvimento
cognitivo
Piaget:
Este momento
é denominado agora
de Período pré-operatório
e o grande avanço é
o surgimento da função
simbólica com o uso
da linguagem (2 anos).
A criança aprende a
diferenciar entre ela e o
mundo externo: começa
a ver os objetos como separados
de si mesma (conceito de objeto).
Desenvolve a capacidade de
representar objetos e pessoas
mentalmente em sua ausência
(permanência do objeto)
em torno dos 2 anos.
Outras características
importantes desta fase:
Egocentrismo: a criança
entende tudo a partir da própria
perspectiva.
Animismo: a criança
acredita que os objetos inanimados
estão vivos, isto é,
possuem sentimentos e intenções.
Pensamento mágico:
a criança acredita
ter o poder de fazer coisas
acontecerem a partir de seus
desejos.
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Desenvolvimento
afetivo e social
Com o crescente
processo separação-individuação,
a criança ganha um
senso de existência
inteiramente separada, aumenta
a independência da mãe,
embora, às vezes, vacile
entre um funcionamento independente
e retorno ao apego inicial.
A criança já
"caminhou" muito
até esse momento (já
aprendeu a andar, a discriminar
familiares de estranhos, adquiriu
os rudimentos da linguagem)
e se recebeu cuidados adequados,
sente-se seguro frente ao
ambiente e precisa então
"testar" tudo isso.
Muito de sua interação
com o ambiente tem o caráter
de uma "oposição"
àquilo que lhe é
pedido, em várias situações
da vida diária. É
teimosa, negativista: "não
vou", "não
quero", "não
gosto".
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Aparecem de forma
intensa alguns impulsos como os de:
aquisição (a criança
passa a pegar tudo, a querer tudo,
dizendo que é dela); agressão
(reage muitas vezes batendo, chutando,
fazendo birra às frustrações
que o ambiente impõe à
ela); sexual (na situação
de banho é freqüente encontrar
crianças explorando as sensações
produzidas pelo toque a seus órgãos
sexuais).
As mães começam a ser
mais exigentes com a criança,
a exigir maior cooperação,
obediência e controle, como
é o caso do treino de toalete
(processo de eliminação)
que acontece em geral nesse momento.
É o início da internalização
das normas, do que pode e não
pode.
O
brincar
A criança
nesta fase tem objetos favoritos (brinquedos,
cobertor e outros).
Brinca de forma solitária,
não dividindo os brinquedos
(tudo é "meu") e
sua brincadeira é livre e sem
regras.
Importante lembrar que seu tempo
de atenção muito curto
(por isso devem ocorrer mudanças
freqüentes de brincadeira).
Gosta bastante de brincar de esconde-esconde.
Qual
a tarefa do ambiente junto à
criança de até 3 anos?
A tarefa do ambiente
nesse período é o de
dar limites aos comportamentos da
criança, isto é, começar
a estabelecer para a criança
o que pode e o que não pode,
o certo e o errado.
Normas
para a criança
Importante nesse
sentido que:
-
as normas sejam
claras, bem determinadas e exigidas
na maioria das vezes: isto faz
com que a criança aprenda
mais rápido e se sinta
segura frente às conseqüências
de seu comportamento.
-
a aprendizagem
das normas e do controle não
signifique a aquisição
do medo e da vergonha.
Importante esclarecer
que, nesse momento inicial do aprendizado
das normas, que as normas sociais
são obedecidas geralmente apenas
quando o agente socializador está
presente.
Há necessidade de um controle
externo, ou seja, a mãe precisa
estar presente na situação
dizendo à criança para
"não fazer sujeira",
"não subir na mesa"!
E é, por sua vez, pelo receio
de perder o "amor" da mãe
que a criança obedece à
ela.
Raio
de relações significantes:
os pais

Modelos
teóricos de desenvolvimento
Erikson
Autonomia versus Vergonha e
Dúvida (1-3 anos)
Nesta fase, a criança
luta para dominar e controlar o ambiente.
Começa a se ver como separada
dos pais, ainda que dependente dele
e o esforço é obter
autonomia sem perder a auto-estima.
E precisa de protetores firmes que
saibam discriminar quando ela pode
ir ou deve ser segurada.
A falha em dominar essas tarefas ou
a punição decorrente
leva à vergonha ou à
dúvida sobre si mesma e suas
capacidades (sentimento de ser "má"
ou "suja").
Freud
Fase anal
A atenção
e o prazer da criança são
dirigidos à excreção,
a qual é também fonte
de prazer.
Corresponde ao momento em que as demandas
do ambiente começam a ser colocadas
para a criança (treino de toalete).
Também as atitudes frente a
figuras de autoridade começam
a ser formadas e predominam as de
ambivalência e de rebeldia.

De
3 a 5 anos
Desenvolvimento
físico
Nesta fase
corre, salta, pula, anda de
triciclo (3 anos). Também
anda de bicicleta, anda na
ponta dos pés, joga
bola, aprende a nadar (4 anos).
Usa tesouras, botões,
massa de modelar e utensílios
como colher e garfo.
Ocorre uma alteração
nas proporções
do corpo, a criança
passa a reconhecer as diferentes
partes do corpo e se interessa
por roupas de adulto.
Demonstra curiosidade pelos
órgãos sexuais,
pelo nascimento dos bebês
e pelas diferenças
sexuais.
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Desenvolvimento
cognitivo
Piaget
Período pré-operatório
(continuação)
Usando palavras,
a criança pode imaginar
e falar sobre objetos não
presentes, acontecimentos
e sentimentos.
O pensamento é, entretanto,
egocêntrico: a criança
é incapaz de adotar
o ponto de vista do outro
e esforça-se pouco
para adaptar a comunicação
às necessidades de
quem ouve.
O pensamento é também
limitado pela inabilidade
em levar em conta dois aspectos
da observação
ou dos objetos simultaneamente
(não conservação.
Por exemplo, na situação:
a criança olha para
duas bolinhas de massa de
modelar do mesmo tamanho,
uma delas é então
manipulada e se torna mais
fina, a criança responde
então que uma é
maior que a outra porque mais
comprida).
Tenta desenhar uma pessoa
(3 anos) e depois, coisas
que já viu (5 anos).
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Desenvolvimento
afetivo e social
Ocorre uma grande
"ampliação da socialização":
a criança é exposta
a influências sociais mais amplas,
visitando a casa de amigos e muitas
vezes freqüentando a escola.
Além dos contatos sociais da
criança crescerem rapidamente
nessa fase, há diferenças
em relação ao sexo da
criança:
- as meninas gastam grande parte
do tempo em interações
sociais, a afiliação
é uma tendência maior
delas.
- os meninos estão mais freqüentemente
engajados em alguma atividade física
Continua a dependência
dos pais, mas inicia-se o esforço
pela autonomia: criança quer
tomar banho sozinha, ajuda um pouco
nas tarefas da casa, envolvimento
maior com a escola maternal/creche.
A criança inicia tarefas, propõe
atividades, se antecipa ao ambiente.
O
brincar
A criança
nesta fase brinca ativamente com a
fantasia e faz uso intenso da imaginação.
Entretanto, o brincar tem características
diferentes: já não precisa
tanto da manipulação
do concreto e recorre muito ao "faz-de-conta".
Também começa a brincar
com jogos competitivos.
Os
adultos como modelos
Nesta fase, a criança
se identifica com os adultos frente
aos quais se ligou emocionalmente
e com os quais convive. Que responsabilidade
a nossa!
Ela imita esses modelos, ensaia "papéis"
em termos do comportamento, dos valores,
das atitudes e da forma de reagir.
Quais
as tarefas do ambiente junto à
criança de 3 a 5 anos?
As tarefas do ambiente
nesse período são no
sentido de permitir, dentro dos limites
por ele considerados como adequados,
que a criança teste a sua iniciativa,
sejam dadas condições
para que ela verifique o efeito de
suas ações e possa aprender
que se lançar em frente pode
ser algo agradável e ter bons
resultados, dentro do equilíbrio
liberdade x limites.
É fundamental a adequação
dos pais como modelos a serem imitados
e seguidos: se estes são indiferentes
ou hostis, criam modelos pobres para
que a criança se identifique,
o afeto é a base tanto para
a aquisição de normas
quanto da identificação.
Nesse sentido é importante
que os pais como modelos tenham um
bom conhecimento de si mesmos, se
aceitem e se respeitem como pessoas,
estejam satisfeitos consigo mesmo
e possam transmitir um ao outro com
tranqüilidade a visão
que cada um tem da criança.
A influência dos pais sobre
os filhos é profunda justamente
porque ela se dá através
dessa aprendizagem por imitação
mais do que por um ensino direto.
A tarefa do ambiente nesse período
é também, portanto a
reflexão individual e a auto-análise
dos adultos como pessoas frente às
quais a criança se identifica
e toma como modelos.
Raio de relações significantes:
a família básica.

Modelos
teóricos de desenvolvimento
Erikson
Iniciativa versus Culpa:
A criança
neste estágio está envolvida
em entender, planejar e realizar tarefas.
Um senso de moralidade primitivo é
manifestado com a sensação
de culpa (superego) frente os atos
impulsivos. Este é o tempo
das rivalidades com os irmãos
e o complexo de castração.
Uma disciplina por demais restrita
e a conseqüente internalização
de normas muito rígidas podem
interferir na espontaneidade da criança,
com o teste da realidade e levar à
culpa excessiva.
Freud
Fase fálica
Os genitais são
o foco de interesse, estimulação
e excitação.
O pênis é o órgão
de interesse para ambos os sexos e
a criança mostra-se incrivelmente
interessada nas diferenças
sexuais.
Complexo de Édipo: a
criança deseja o pai do sexo
oposto e, simultaneamente livrar-se
do pai do mesmo sexo. Esse apego ao
sexo oposto é vivenciado com
intensa preocupação
(ansiedade de castração
nos meninos e inveja do pênis
nas meninas).
De
5 a 12 anos
Desenvolvimento
físico:
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Ocorre
a erupção dos
dentes permanentes. Também
se tem a elaboração
da coordenação
motora fina.
As crianças têm
maior consciência das
mãos como instrumentos
de trabalho.
Começam a identificar-se
com o pai do mesmo sexo (5 anos).
Há um incremento das
proezas atléticas.
Ocorre o início da puberdade
ao final do período (para
as meninas). |

Desenvolvimento
da linguagem
Nesta fase tem-se
um vocabulário enriquecido
e sofisticado gramaticalmente.
Ocorre o início da leitura
(5 anos) e a criança tem muito
prazer em jogos de palavras e habilidades
verbais.
Fala tão bem quanto escreve
(12 anos).

Desenvolvimento
cognitivo
Piaget
Período operacional concreto
Este é
um estágio caracterizado
pela aquisição
de lógica elementar
(relações de
causa-efeito) sobre eventos
concretos, presentes e experenciados.
Os princípios de reversibilidade
e conservação
de volume, peso, número
e extensão são
adquiridos.
Há compreensão
sobre a relação
entre a parte e o todo, capacidade
de seriação
e classificação
(por exemplo: frente à
pergunta: há mais bolas
vermelhas ou brinquedos nesta
caixa, a criança é
capaz de dizer a resposta
correta do conjunto, ou seja,
há mais brinquedos).
O raciocínio é
do tipo empírico-dedutivo:
"o que é".
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Desenvolvimento
afetivo e social
Surge um novo socializador:
a escola.
Conseqüentemente tem-se também
a separação da mãe
e de casa por um período de
tempo maior.
Os professores, os colegas e os amigos
se tornam influências sociais
importantes.
Entretanto, as amizades são
transitórias e os interesses
mudam rapidamente.
A criança vai deixando de lado
a fantasia e o brinquedo, passando
a empreender tarefas reais na direção
de competências acadêmicas
e sociais.
Teste
do processo de desenvolvimento anterior
Esta é uma
fase de teste do processo de desenvolvimento
anterior e nesse sentido:
- é preciso que a afeição
tenha gerado segurança para
que ela se sinta tranqüila
para conviver com outros adultos
e ambientes
- é preciso que os limites
impostos ao seu comportamento tenham
levado a uma capacidade grande de
se adaptar e seguir normas (as da
escola são muitas)é
preciso que a liberdade tenha permitido
a iniciativa e a expectativa de
que testar e enfrentar novas situações
é muito bom- é
preciso acima de tudo que a criança
tenha desenvolvido e adquirido uma
auto-imagem positiva
- Crescimento das relações
com os colegas do mesmo sexo e do
oposto.
O
brincar
As crianças
nessa fase participam de jogos
em equipe na escola e em casa, com
regulamentos. A competição
nos jogos pode ter resultados associados
à auto-estima
Quais
as tarefas do ambiente?
As tarefas do ambiente
nesse período são:
-
em relação
à família: continua
a ser o primeiro socializador,
dela depende a escolha da escola.
Cabe a família apoiar a
criança, valorizar o seu
trabalho na escola, o seu ganho
de competências e habilidades.
Tem que enfrentar também
o início do afastamento
da criança da dominância
familiar, a cada instante o filho
traz um "pode?" novo
e diferente, cabendo aos pais
discutir, rever, ceder ou impor
normas.
-
em relação
à escola: responder às
necessidades da criança
de se sentir capaz, empreendedora,
competente; informar e formar,
assumir o desenvolvimento da criança
como um todo, não ser apenas
um mero transmissor e cobrador
de informações ou,
pior ainda, um lugar onde a criança
gasta parte do seu tempo, aliviando
as responsabilidades da família.
Cabe à escola o manter
ou transformar a visão
que a criança tem de si
mesma, de suas capacidades, de
seu valor: os professores são
adultos significantes e modelos
a serem imitados, bem como os
companheiros serão os transmissores
de novos padrões de comportamento
e atitudes.
Raio
de relações significantes:
a vizinhança e a escola.

Modelos
teóricos de desenvolvimento
Erikson
Indústria versus Inferioridade
O domínio
das tarefas escolares e a contenção
dos impulsos do período anterior
para adaptar-se às leis do
ambiente são os objetivos desse
período.
Há reconhecimento por se produzir
coisas.
O domínio desse estágio
pode ser inferido se a criança
sente-se adequada em relação
às suas habilidades pessoais,
competência ou status entre
os colegas.
O que mais atrapalha nessa fase esse
sentido de dever e realização
seria o desajustamento na escola,
a competição excessiva,
limitações pessoais
e outras condições que
leva à experiência de
fracassos, resultando em sentimentos
de inferioridade.
Freud
Latência
Resolução
do Complexo de Édipo com a
identificação positiva
com o pai do mesmo sexo e internalização
dos valores parentais formando a consciência
moral - Superego.
Impulsos sexuais recebem menor ênfase
e são canalizados para objetivos
socialmente aceitáveis.
Aumenta a preocupação
com o domínio sobre o ambiente
externo: escola, hobbies, esportes,
amigos.

Adolescência
De
12 a 18 anos
Desenvolvimento
físico
Este é
um novo período de
rápidas mudanças
físicas, sexuais, sociais
e intelectuais.
Entrada na puberdade (desenvolvimento
das características
sexuais secundárias):
menarca, desenvolvimento dos
seios, pelos axilares e púbicos,
expansão do tórax,
mudança de voz, desenvolvimento
muscular. Geralmente mais
cedo (em geral 2 anos) nas
meninas.
Tem-se um crescimento acelerado
da estatura que atinge o máximo
do tamanho adulto ao final
deste período.
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A masturbação
é quase uma prática
universal entre os meninos e menos
comum entre as meninas.
Ocorrem apegos intensos a pessoas
do mesmo sexo (homossexualismo transitório
tanto em meninos quanto meninas) e
evolução para interesses
e atividades heterossexuais nos dois
sexos.
É o auge do desenvolvimento
atlético e acadêmico.
Entretanto, têm-se sérios
problemas de saúde na adolescência
como obesidade ou anorexia, tabagismo,
drogas, alcoolismo, gravidez indesejável,
acidentes de carro são os principais
problemas deste período.

Desenvolvimento
da linguagem
Ocorre a aquisição
de construções gramaticais
complexas.
E, especialmente, observa-se o uso
de gírias próprias do
grupo de amigos.
O adolescente tem grande prazer com
livros, revistas, jornais, escrita
e diários. Atualmente, via
internet!

Desenvolvimento
cognitivo
Piaget
Período operatório
formal
Neste momento
tem-se o domínio da
habilidade em aplicar regras
lógicas e raciocinar
frente problemas abstratos
e hipóteses.
Há a habilidade para
compreender o conceito de
probabilidade.
O adolescente é capaz
de julgar muitas variáveis
ao mesmo tempo e "pensar
sobre o pensar".
A preocupação
com os próprios pensamentos
nesta fase leva o adolescente
a assumir que qualquer um
vê as coisas da mesma
maneira (egocentrismo adolescente).
Raciocínio do tipo
hipotético-dedutivo:
"o que poderia ser".
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Desenvolvimento
afetivo e social
O papel das
amizades é fundamental
sendo fonte de segurança
e de status social. São
mais íntimas e deixam
de ser os amigos escolhidos
pelos pais para serem pessoas
desconhecidas do ambiente
familiar (muitas vezes gerando
preocupações
à família).
A conformidade (agir de acordo)
com o grupo torna-se muito
importante e é fundamental
ser aceito dentro dele.
Ocorre a consolidação
da auto-imagem e o estabelecimento
de uma identidade pessoal:
noção de quem
é, para onde está
indo e quais são as
possibilidades de chegar lá.
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Também é
o momento da reavaliação
das normais sociais e valores, período
de intenso idealismo e descoberta
de valores abstratos como liberdade,
beleza, privacidade, democracia, etc.
Não podemos nos esquecer da
ambivalência do adolescente:
deseja a liberdade, mas não
gosta de assumir a responsabilidade
a ela inerente!
O adolescente formula conceitos de
amor e procura por intimidade.Tem
suas primeiras experiências
sexuais e ocorre o estabelecimento
da orientação sexual.
Quais
as tarefas do ambiente junto ao adolescente?
Prover condições
para que as necessidades do adolescente
(ser aceito, ser reconhecido como
pessoa, ter sucesso em suas atividades,
ser querido e ser compreendido) sejam
satisfeitas.
De modo objetivo os pais devem prover:
- relacionamento afetuoso
- modelo adequado dentro do papel
sexual
- diminuição da autoridade
sem cair numa permissividade prematura- comunicação
franca: conversar, despender tempo,
discutir as realizações
do adolescente, suas metas, restrições,
valores.
- lembrar da própria adolescência:
lembrar que os rebeldes de ontem
se tornam os preocupados de hoje
- ter senso de humor, muitos dos
comportamentos dos adolescentes
são caricaturas ou uma oposição
frente à forma como o adulto
age.
Raio
de relações significantes:
grupo de amigos

Modelos
teóricos de desenvolvimento
Erikson
Identidade pessoal versus Confusão
de papéis
Formação
e consolidação da identidade
egóica, ou seja, como:
- alguém separado dos outros
- tendo um sentido de coerência
própria
- e uma autopercepção
estável ao longo do tempo,
isto é, perceber-se hoje
como semelhante a ontem e com aquele
que será amanhã.
Crescimento da identidade
sexual, procura por um objeto amoroso
e também por uma identidade
profissional e ocupacional.
Há muita preocupação
com o como aparece aos olhos dos outros
e o como se vê.
O sentimento de ser diferente pode
levar a uma confusão de papéis
sexuais, sociais e culturais.
Freud
Fase genital
Estágio final
do desenvolvimento psicossexual.
A sexualidade retorna e é direcionada
à união heterossexual
e à reprodução,
as funções procriativas
são enfatizadas nesta e nas
fases posteriores.

Vida
Adulta
De
18 a 30 anos (Adulto jovem)
Desenvolvimento
físico
É
o auge do desempenho do trabalho
cardiovascular. O corpo adulto
está maduro fisicamente
e sexualmente.
Também o auge da atividade
reprodutiva e sexual (o interesse
sexual encontra-se aumentado
no homem no início
dessa faixa etária
e na mulher mais no final
da mesma).
Ocorrem mudanças nas
mulheres pela gravidez.
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Desenvolvimento
cognitivo
Uma das tarefas do
adulto é superar o egocentrismo
do pensamento experimentado na adolescência.
A habilidade em lidar com mais e mais
objetos no nível operatório
formal (raciocínio lógico)
é estendida.

Desenvolvimento
da linguagem
Perfeição
das habilidades de fala e escrita
para situações formais.

Desenvolvimento
afetivo e social
Ocorre a
formalização
dos valores pessoais e objetivos,
de um modelo de vida em relação
a trabalho, casamento, família,
profissão.
Os objetivos educacionais
são completados (graus
mais avançados), luta
pela carreira e objetivos
de trabalho.
Compromisso com outra pessoa
pelo casamento e movimento
em direção aos
papéis parentais.
Raio
de relações
significantes:
companheiros na amizade
e no sexo.
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Modelos
teóricos de desenvolvimento
Erikson
Intimidade versus Isolamento
Estabelecimento de
relacionamento com parceiro sexual
com potencial para paternidade/maternidade.
O medo excessivo da perda da identidade
pessoal ou rejeição
pode levar a evitar os relacionamentos
resultando em isolamento. Realização
de relacionamentos sexuais maduros.
Conciliação da identidade
sexual com os objetivos do trabalho
e da carreira.
Reações às mudanças
na imagem psicossexual resultante
da paternidade/maternidade (assumir
papéis familiares).

De
30 a 45 anos (adulto maduro fase 1)
Desenvolvimento
físico
Uma série
de mudanças que podem
preocupar o adulto nessa fase:
- Diminuição
da densidade óssea.
- Regeneração
limitada da cartilagem em
articulações
levando ao aumento de queixas
relativas à artrite.
- Ganho de peso natural
independente do aumento
do consumo calórico.
- Decréscimo linear
no funcionamento dos órgãos.
- Presbiopia (dificuldade
de distinguir com nitidez
os objetos próximos).
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Mas é também
o ponto ótimo da vida sexual!!
É evidente também a
influência do estilo de vida
sobre as condições de
saúde, como por exemplo, nas
doenças cardiovasculares, hipertensão,
depressão, etc.

Desenvolvimento
cognitivo
Também outro
aspecto positivo: é o auge
da habilidade intelectual.

Desenvolvimento
da linguagem
Sem alterações
frente ao período anterior.

Desenvolvimento
afetivo e social
Ocorre o reajustamento
de vínculos com crianças
em crescimento e os pais idosos.
Há a definição
maior de papéis no trabalho,
na manutenção da casa,
luta quanto ao reconhecimento do trabalho
e promoções.
Estabilização da identidade
pessoal.
Raio
de relações significantes:
trabalho e lar.

Modelos
teóricos de desenvolvimento
Erikson
Geratividade versus Estagnação:
Preocupação
em estabelecer e guiar a próxima
geração, tanto
em termos da própria
família quanto de jovens
da cultura em geral.
Fase de maior produtividade
e criatividade, possibilidade
de mudar escolhas feitas anteriormente,
vida mais racional e menos
provisória.
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De
45 a 65 anos (Adulto maduro fase 2)
Desenvolvimento
físico
Momento de
cuidados especiais com a saúde,
pois:
- Redistribuição
dos depósitos de
gordura, mudanças
de pele, início da
perda da integridade musculoesquelética,
diminuição
na massa e densidade corporal.
- Mudança nos padrões
hormonais, menopausa ou
climatério.
- Tendência ao aumento
de peso independentemente
da diminuição
da massa corporal, gradual
compressão vertebral.
- Perda da acuidade auditiva.
- O tempo de acionamento
dos reflexos é mais
lento.
- Diminuição
do tônus e força
muscular.
- Maior prevalência
de doenças crônicas.
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Desenvolvimento
da linguagem:
Sem alterações
significativas em relação
ao período anterior.

Desenvolvimento
cognitivo
Lento declínio
na perspicácia intelectual,
mais perceptível nas tarefas
que envolvem habilidades sensorio-motoras
e percepções visuais
- mais suscetíveis de interferência
pelo processo de envelhecimento normal
(diminuição da visão,
tempo menor de reflexo).

Desenvolvimento
afetivo e social
Ajustamento ao crescimento
dos filhos como adultos: reação
frente à síndrome do
"ninho vazio" (saída
dos filhos de casa).
A morte do cônjuge ou de parentes
leva a enfrentar a morte de modo mais
direto.
Raio
de relações significantes:
o mesmo do período anterior.

Envelhecimento
A partir de 65 anos
Desenvolvimento
físico:
Ocorre a diminuição
na capacidade funcional dos sistemas
orgânicos: taxa de metabolismo
basal, índice cardíaco,
capacidade respiratória, taxa
de filtração renal.
Menor reserva de energia, diminuição
da atividade, declínio na capacidade
para trabalho físico.
Aumento na prevalência de doenças
crônicas e disfunções
metabólicas. Senescência.

Desenvolvimento
da linguagem
Ocasionalmente inabilidade
em relembrar palavras comuns ou referências.

Desenvolvimento
cognitivo
Perda progressiva
de memória.

Desenvolvimento
afetivo e social
No momento
da aposentadoria, a autoridade
e status ficam diminuídas,
ocorre uma revisão
da vida em termos de sucessos
e falhas, foco nos rituais
de herança.
A adaptação
ao processo de envelhecimento
nem sempre é tranqüila,
há preocupação
com medos de dependência
e deterioração
física e mental.
Ocorre limitação
nas habilidades e mobilidade,
restrição dos
contatos habituais, perdas
do cônjuge, dos irmãos,
familiares, amigos.
Há uma mudança
do senso de controle para
a submissão às
demandas do ambiente, senso
de sabedoria, o amor afetivo
domina o físico.
Raio
de relações
significantes:
a humanidade como um todo
e seu próprio grupo
social.
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Modelos
teóricos de desenvolvimento
Erikson
Integridade do Ego versus Desespero
Este estágio
é caracterizado por
"ter tomado conta de
coisas e pessoas" e avaliar
os sucessos e desapontamentos.
Sentimento de que o tempo
é curto para mudanças
a fazer.
Algumas pessoas reagem bem
frente ao estilo do estilo
de vida adotado e apresentam
um sentimento positivo quanto
ao significado da vida, desenvolvendo
até mesmo novos interesses.
Outros diminuem sua auto-estima
e podem sentir desespero quanto
às realizações
e significado da vida, levando
a um medo intenso da morte.
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Como
ajudar o idoso?
O foco da ajuda recai
no suporte social.
É importante manter, restabelecer
ou desenvolver rede de suporte social
(religioso, social, familiar).
Importante:
- prover um nível de cuidados
que não exceda a necessidade
- explorar alternativas de cuidado
em casa ou outras opções.
- encorajar o idoso a manter uma
agenda sistemática de uso
regular de medicação,
ida ao dentista e outros cuidados.
- orientar a procurar grupos de
auto-ajuda quando necessário.
- não tratar o idoso como
criança ou deficiente mental.
- avaliar sempre a compreensão
do idoso sobre as orientações
recebidas.
- planejar a sua rotina diária
com ajuda se necessário (banho,
por ex.).
- conseguir ajuda para perdas sensoriais
(ajuda auditiva, óculos,
livros em cassetes, jornais em letras
maiores).
- prover orientações
tempo-espaço (grandes relógios,
calendários, luzes à
noite).
- prover cuidadores consistentes
- estimular uma revisão positiva
da vida passada e das realizações.
- compreender e apoiar perdas pessoais
e físicas.
Por
fim... o fim?
O tempo passa. Chegamos
ao fim? Que fim?
Só a arte para ajudar a nós
humanos a compreender (ou aceitar)
tantas mudanças ao longo da
vida.
E o que melhor que a poesia?
Como dizia Drummond:
"Se você
procurar bem, vai encontrar
Não a explicação
(sempre duvidosa) da vida
Mas a beleza (inexplicável)
dela."
E, por fim (?) dizer: Confesso que
vivi!

Bibliografia
Consultada
- Alves, Z.M.M.B.
- Desenvolvimento humano - Departamento
de Psicologia e Educação
da Faculdade de Filosofia, Ciências
e Letras de Ribeirão Preto,
Universidade de São Paulo (texto
preparado para a Disciplina Psicologia
do Desenvolvimento, 1986).
- Aberastury, A. e cols. - Adolescência
- Porto Alegre, Artes Médicas,
1980.
- Bee, H. - A pessoa em desenvolvimento
- São Paulo, Harbra, 1984.
- Erickson, E. - Identidade, juventude
e crise - Rio de Janeiro, Zahar, 1976.
- Freud, S. - Obras Completas - Rio
de Janeiro, Imago.
- Lewis, M. - Tratado de Psiquiatria
da Infância e da Adolescência
- Porto alegre, Artes Médicas,
1995.
- Mussem, P.H. - O desenvolvimento
psicológico da criança
- Rio de Janeiro, Zahar, 1980.
- Piaget, J. - Seis estudos de Psicologia
- Rio de Janeiro, Forense Universitária,
1985.
- Rappaport, C.R.; Fiori, W.R.;
Davis, C. - Psicologia do Desenvolvimento.
São Paulo, EPU, 1981.

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