A auto-estima se refere à avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003).
A formação da auto-estima está relacionada diretamente com a maneira como os pais ou pessoas significantes pensam, vêem e falam sobre a criança desde muito cedo. Freud assinalou que as pessoas as quais a criança se apega em seus primeiros anos ocupam uma posição central em sua vida psíquica (Brenner C, 1975).
A auto-estima é construída precocemente na vida e está relacionada com o conjunto de idéias que as crianças carregam a respeito de quem elas são e como se encaixam na família e na sociedade, sempre a partir da imagem que os pais ou pessoas próximas têm delas.
Ninguém nasce com a auto-estima boa ou ruim. Trata-se de um fenômeno psicológico cujo processo se dá durante o desenvolvimento da pessoa, principalmente durante sua infância, através da forma como lhe é dado o afeto, ou da maneira como a criança é incentivada a testar novas possibilidades e a lidar com os possíveis erros que todo processo de aprendizagem acarreta.
A criança que sente que é amada e respeitada pelos seus pais aprende a ter valor por si mesma e esse processo se estende até a vida adulta. As crianças formam uma boa auto estima quando os pais ou pessoas significativas demonstram acreditar na capacidade deles, dando oportunidade de experimentarem suas habilidades e dificuldades.
Sugestões
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Evite apontar defeitos. Não chame a criança de preguiçosa, irresponsável, feia, chata ou qualquer adjetivo que possa representar características negativas;
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Preste atenção para não demonstrar expectativas muito altas em relação as crianças ou tornar o seu amor condicional ao comportamento delas;
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Entenda a diferença entre as ações e a identidade da própria criança. Esclareça, por exemplo, que você ama a criança mas não está de acordo com determinadas atitudes negativas ou desagradáveis;
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Lembre que erros são oportunidades de aprendizado e não defeitos de caráter e incentive a criança a aceitar e superar suas dificuldades;
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Promova reuniões familiares onde as crianças possam expressar suas opiniões e reafirmar que sua contribuição é importante;
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Escute as crianças e leve-as a sério. Na infância, elas estão formando as idéias e opiniões a respeito de si mesmas e precisam de reconhecimento;
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Entenda a diferença entre encorajamento e simples elogios ou mimos. Elogios parecem funcionar quando tudo vai bem e a criança está progredindo, entretanto ela pode se fixar nos elogios, buscando sempre a aprovação do outro para se sentir bem, por outro lado o encorajamento ensina a criança sobre a auto avaliação;
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Não compare as crianças entre si e nunca escolha favoritos. Cada uma é única e deve ser avaliada e aceita por suas próprias características, habilidades e dificuldades;
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Deixe que a criança fale dos sentimentos e também expresse os seus, fazendo com que entendam que muitas coisas podem ser feitas ou ditas pelos adultos em momentos de insegurança e que isso nada tem a ver com a criança;
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Mostre que algumas vezes a vida pode ser injusta, ter problemas e que nem tudo funciona perfeitamente, indicando que dificuldades existem e que é importante aprender a lidar com as adversidades;
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Desenvolva a sua própria auto-estima. Quanto mais você conseguir aceitar a si mesmo e as suas dificuldades, melhor exemplo estará oferecendo as crianças.
Bibliografia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Auto-estima
Positive Discipline. A to Z Parenting Guide. Nelsen J, Lott L, Glenn HS. 2nd edition. Prima Publishing
Noções Básicas de Psicanálise. Charles Brenner. 3º edição. IMAGO Editora.